Somos Fibria

Mensagem do Presidente

Ano de colheita

Em 2017, realizamos uma das nossas mais prósperas colheitas. Conseguimos conciliar austeridade nos custos com investimentos assertivos atrelados à visão de futuro. Mesmo tendo sido um ano desafiador para o Brasil, a Fibria estava preparada e fortalecida para alcançar bons resultados a despeito do cenário político-econômico.

Colocamos em operação nossa segunda linha produtiva em Três Lagoas (MS), inaugurada antes da data prevista e abaixo do custo estimado, meta essa que traduz a postura de competitividade da companhia. A nova linha conta com a tecnologia mais moderna do mundo em nosso setor e traz avanços para a indústria do futuro, que será a da digitalização e da inteligência artificial.

Aprendemos muito com essa expansão. Um desses aprendizados é que sem diálogo aberto e aliança jamais teríamos concluído a construção com bons resultados. Trabalhamos em conjunto com o poder público, os fornecedores e a comunidade para minimizar impactos inevitáveis com a chegada de milhares de profissionais. Destaco, nesse contexto, o Movimento Agente do Bem, que trouxe uma abordagem inovadora ao risco do abuso ou exploração sexual infantil em locais com intensa movimentação. Por iniciativa da Fibria, a cidade de Três Lagoas se mobilizou para construir uma rede cidadã de enfrentamento do problema e capacitar representantes das secretarias e conselhos.

Marcelo Castelli, Presidente da Fibria
Foto: Marcio Schimming

Ressalto também os desafios logísticos que enfrentamos. Não tenho medo de dizer que algumas coisas deram errado, desde que com os erros venham evoluções e aprendizados. Estava claro para nós que a logística seria um ponto de atenção para uma companhia exportadora com operação na região central do país. Antecipamos a partida da fábrica, entregamos um volume de produção e de vendas acima do esperado, mas num primeiro momento a logística patinou. Graças a um time competente, conseguimos contornar a situação, escoar toda a nossa produção e chegar ao fim do ano com bons resultados.

O ano de 2017 foi marcante, ainda, nos avanços que fizemos rumo à construção de uma cultura de alto desempenho, processo iniciado em 2014. Lançamos o Somos Fibria — movimento que marca a evolução da nossa cultura corporativa e dissemina seus conceitos. Sabemos o que nos inspira: devemos ser parte da construção de soluções transformacionais para uma sociedade mais justa e sustentável. Temos clareza de que nossa atuação não substitui o papel de outros agentes, como o governo e sociedade civil organizada. Ao contrário, somos complementares, parceiros desses atores e não protagonistas isolados.

No contexto da nossa cultura organizacional, a sustentabilidade apresenta-se totalmente atrelada à nossa estratégia de negócio: ela está nas questões do clima, no relacionamento com nossos stakeholders e nos resultados financeiros consistentes que devemos entregar.

Encerro com um tema igualmente importante: a diversidade. Criamos nosso posicionamento institucional com o apoio dos profissionais que integram a Comissão de Diversidade e Inclusão. Acreditamos na capacidade criativa e inovadora da diversidade. Ela é condição de vitalidade do sistema. Nesse sentido, podemos citar que na questão de gênero, avançamos alguns passos, mas ainda estamos muito aquém do desejado. A igualdade racial nas posições de gestão, por exemplo, ainda precisa ser melhor trabalhada. É uma jornada e estamos dando os primeiros passos nessa caminhada.

Se eu pudesse resumir o ano de 2017 em poucas palavras, eu diria que é na crise e na dificuldade que se sustenta o que é relevante. Cuidamos do negócio e nunca deixamos de investir na nossa atuação ambiental e social. Como dizem: quando a sorte bateu na porta, nos encontrou trabalhando muito.

Marcelo Castelli
Presidente da Fibria

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