Somos Fibria

Mensagem do Presidente do Conselho de Administração

José Luciano Penido, Presidente do Conselho de Administração
Foto: Marcio Schimming

Fibria em evolução

Realizamos o que prometemos. Essa é a mensagem que fica do ano de 2017 para a Fibria. E sublinho aqui dois pontos de destaque, na visão do Conselho. O primeiro é a qualidade da execução da nossa nova linha de produção em Três Lagoas – um projeto de R$ 7,3 bilhões, no qual todos os procedimentos de qualidade e de segurança foram atendidos e as metas de produção vêm sendo cumpridas de forma notável.

O segundo destaque está ligado à Governança, com o encerramento de um ciclo do Comitê de Sustentabilidade do Conselho. A primeira composição do Comitê foi muito importante para fazer novos engajamentos, construir credibilidade e transformar situações herdadas pela Fibria no seu nascimento — como relacionamentos sociais atritados ou conduzidos de forma equivocada com índios, quilombolas e movimentos de luta pela terra. Agora, em 2017, o próprio Comitê entendeu que era importante mirar novos desafios, como aqueles voltados para a evolução da inovação, os direitos humanos e a diversidade.

Isso não quer dizer que deixaremos de olhar para as comunidades. O Comitê continuará acompanhando o trabalho realizado pela companhia nessa frente, bem como as questões relacionadas às mudanças climáticas, ponto tão importante para o nosso negócio. Afinal, estamos comprometidos e engajados com o conceito de valor compartilhado, que visa melhorar a competitividade de uma empresa ao solucionar desafios socioambientais em escala. A geração de valor compartilhado é uma estratégia de gestão criada por Michael Porter e Mark Kramer, professores da Harvard Business School. Em 2017, a consultoria FSG, criada por Porter e Kramer, comprovou a aplicação do conceito em diversas iniciativas lideradas pela Fibria.

Em outra frente, a inovação em biotecnologia nos descortina enormes oportunidades de formular materiais que atendam a novas demandas da sociedade, com pegada ecológica muito mais amigável do que produtos minerais ou de combustíveis fósseis. Essa nova economia de baixo carbono protege as matas nativas, pois não é mais necessário ir a uma floresta nativa extrair a madeira que pode ser produzida na floresta plantada para esse fim.

Com as novas tecnologias, vamos caminhar para transformar nossas fábricas de celulose em biorrefinarias de madeira, ampliando o nosso portfólio de produtos, interagindo com as indústrias aeronáutica, automobilística, alimentícia, cosmética, têxtil e de construção civil. Será uma evolução de uma indústria que aparenta ser tradicional e clássica, para fazer uso de tecnologia em produtos avançados e adequados à vida moderna — uma vida de conforto, mas que precisa atingir baixo impacto ambiental. Vejo a Fibria numa posição feliz e única: é uma companhia que ganhou escala suficiente para lidar com os riscos e, ao mesmo tempo, capturar as oportunidades dessa transição.

Termino minha mensagem mencionando um importante desafio que ainda temos no setor florestal. Precisamos ser cada vez mais transparentes com a sociedade para que a opinião pública perceba a importância da floresta plantada para a nossa qualidade de vida e, eu diria, até, para a sobrevivência da vida no planeta. A floresta plantada integrada à paisagem contribui notavelmente para a proteção das nascentes e, também, para a interconectividade dos maciços florestais nativos, preservando a biodiversidade.

A sociedade ainda não se deu conta de que o nosso setor pode ser parte das soluções para a questão das mudanças climáticas. Estamos fazendo nossa lição de casa. A Fibria está comprometida com a restauração de 40 mil hectares de floresta nativa até 2025. Além disso, a média de plantio em 2017 foi de seis árvores de eucalipto por segundo, 190 milhões no total. Temos de contar essa história para o mundo e mostrar para as pessoas a importância da floresta que plantamos. Esse é um desafio da Fibria e também do setor.

José Luciano Penido
Presidente do Conselho de Administração

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