Somos Fibria
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Objetivos do Desenvolvimento Sustentável

Governança

A governança da Fibria é exercida pelo presidente, à frente da Diretoria Executiva; pelo presidente do Conselho de Administração e oito conselheiros responsáveis por definir as diretrizes estratégicas, aprovar políticas e estabelecer metas; pelo Conselho Fiscal, encarregado de fiscalizar os atos da administração; e por cinco comitês de assessoramento — Auditoria Estatutário; Finanças; Inovação; Pessoas e Remuneração; e Sustentabilidade.

Diretoria Executiva da Fibria. Da esquerda para a direita: Mariangela Bartz (diretora Jurídica), Paulo Silveira (diretor Industrial), Aires Galhardo (diretor de Operações), Vinícius Nonino (diretor de Estratégia e Novos Negócios), Luiz Fernando Torres Pinto (diretor de Desenvolvimento Humano e Organizacional), Adjarbas Guerra (diretor de Governança, Risco e Compliance), Marcelo Castelli (presidente), Malu Pinto e Paiva (diretora de Sustentabilidade, Comunicação e Relações Corporativas), Caio Zanardo (diretor Florestal), Fernando Bertolucci (diretor de Tecnologia e Inovação), Henri Van Keer (diretor Comercial e Logística Internacional), Julio Cesar Cunha (diretor de Engenharia e Projetos), Wellington Giacomin (diretor de Logística, Suprimentos e TI) e Guilherme Cavalcanti (diretor de Finanças e Relações com Investidores).
Foto: Marcio Schimming

O tema ganhou amplitude ainda maior em 2016 com a criação de uma Diretoria de Governança, Riscos e Compliance, que responde de forma independente ao presidente do Conselho de Administração e fornece informações técnicas ao Comitê de Auditoria Estatutário (CAE), que presta assessoria ao Conselho. Além disso, essa Diretoria que tem sob sua gestão as áreas de gestão de riscos e crises, controles internos, compliance, governança corporativa, ouvidoria e auditoria interna, é responsável por monitorar os riscos estratégicos, operacionais, de compliance e financeiro, bem como auxiliar na implantação e disseminação dos princípios e das políticas corporativas da companhia, baseados na transparência, na equidade de tratamento aos investidores e na clara definição dos papéis desempenhados pela companhia, por meio de seus representantes, e pelos públicos de interesse com os quais a Fibria se relaciona.

Aprimoramento dos Documentos Corporativos da Companhia

A companhia realizou em 2017 uma detalhada análise dos seus instrumentos de governança e concluiu que era necessário ampliar a transparência de práticas e procedimentos. O processo, que será concluído em 2018, envolve a revisão do Estatuto Social, dos Regimentos Internos do Conselho de Administração, Conselho Fiscal e Comitês de Assessoramento e das Políticas Corporativas da Companhia, além de introdução de novas políticas.

Mudanças em 2017

O Conselho de Administração da Fibria realizou eleições no ano que passou. O BNDES substituiu o conselheiro Eduardo Rath Fingerl, que permaneceu no Comitê de Inovação como membro independente, pelo novo membro Paulo Fernando Fleury da Silva e Souza, que passou a integrar o Comitê de Inovação. Os demais integrantes do Conselho de Administração foram reconduzidos.

O acionista BNDESPar também indicou dois membros para o Comitê de Finanças: o membro titular Ernesto Lozardo e o seu suplente Leonardo Mandelblatt de Lima Figueiredo.

Em 2017, o Conselho de Administração da Fibria realizou 12 reuniões presenciais. O Conselho e os comitês de assessoramento fizeram ainda visitas às operações e aos projetos ambientais e sociais da companhia, e participaram de programas de educação continuada, com atividades que fortalecem a governança da companhia.

Conselho de Administração da Fibria. Da esquerda para a direita: Carlos Augusto Lira Aguiar, Alexandre Gonçalves Silva, José Luciano Penido, Raul Calfat, João Carvalho de Miranda, Marcos Barbosa Pinto, Paulo Fernando Fleury da Silva e Souza, João Henrique Batista de Souza Schmidt, Ernesto Lozardo
Foto: Marcio Schimming

Compliance

Em 2017, a Fibria reintroduziu uma campanha de comunicação interna sobre o seu Programa de Compliance, com o objetivo de sensibilizar e conscientizar os empregados próprios e terceiros sobre as condutas esperadas no ambiente de negócios e prevenir posturas indevidas. A palavra compliance, para a Fibria, é entendida como o cumprimento e a execução de leis, regras, regulamentos e compromissos internos e externos, tenham ou não sido assumidos de forma voluntária pela organização.

 

A campanha abordou os temas Anticorrupção e Defesa da Concorrência, dois dos pilares do Programa de Compliance. Ao longo de seu desenvolvimento, em 2018, cobrirá os outros cinco pilares do programa: Leis e Regulamentos; Licenças, Autorizações e Certificações; Contratos e Acordos; Relatórios Externos e Prevenção a Perdas e Fraudes.

 

Foram realizados, também em 2017, três treinamentos e-learning de reforço sobre temas da campanha, abordando o Código de Conduta, a Defesa do Direito Concorrencial e Anticorrupção. Ao mesmo tempo, workshops sobre Compliance tiveram a participação de empregados de todos os níveis hierárquicos da companhia, incluindo terceiros contratados por empresas parceiras da Fibria.

40 peças

de comunicação sobre políticas e procedimentos anticorrupção para 6.476 empregados próprios e terceiros, sendo 456 para cargos de gestão (diretores, gerentes gerais, gerentes, consultores e coordenadores).

1.147 participações

de funcionários em treinamentos no tema.*

*Para saber mais acesse a Central de Indicadores.

Em todos os treinamentos, workshops e na campanha de comunicação de Compliance, uma atenção especial é dedicada ao funcionamento do Canal de Ouvidoria da Fibria, como ferramenta tira dúvidas e de reporte de irregularidades, com garantia de sigilo e confidencialidade.

Canal de Ouvidoria

O canal de ouvidoria da Fibria esclarece dúvidas e recebe sugestões e denúncias de descumprimento do Código de Conduta, como corrupção, discriminação e fraude. A Ouvidoria atende o público interno e externo com imparcialidade e transparência, em caráter confidencial, deixando ao critério do relator identificar-se ou não.

Em 2017, a Ouvidoria recebeu 465 relatos: 107 sobre questões de direitos humanos; 18 denúncias a respeito de relações comerciais e contratos; 147 reclamações sobre práticas trabalhistas, sobretudo relacionadas a empresas terceirizadas; 10 denúncias de situações de conflito de interesse e 12 reportes de irregularidades, como favorecimento, fraude e/ou beneficiamento indevido; 10 denúncias de caráter ambiental; e 14 reportes sobre relações com a comunidade. Os demais 147 contatos referem-se, principalmente, a consultas, falta de aderência a padrões e temas fora do escopo do Canal da Ouvidoria. (Para mais informações sobre o assunto acesse a Central de Indicadores.)

A partir de tais relatos, a companhia realizou 14 demissões, 2 rescisões de contrato com fornecedores e prestadores de serviços, além de aplicar 1 suspensão, 4 advertências e 3 notificações a fornecedores e executar, concomitantemente, 2 transferências internas de local de trabalho, 11 mudanças de procedimento, entre outras ações.

Conflitos de Interesses

Os dois pilares escolhidos para dar início à campanha de comunicação do Programa de Compliance remetem diretamente a situações que poderiam pôr em xeque a independência da Fibria diante de dois de seus principais públicos: os agentes de governo, no caso do pilar Anticorrupção; e os concorrentes industriais e comerciais da companhia para o pilar Defesa da Concorrência/ Antitruste.

Em ambos os casos, as iniciativas da campanha e do Programa de Compliance reforçam os processos com o objetivo de afastar a ameaça de conflitos de interesses ao longo da carreira dos empregados da Fibria. Já no processo de seleção, por exemplo, os candidatos a um posto ou função na companhia avaliam sua exposição a esse tipo de conflito por meio de formulário específico. O processo se repetirá toda vez que se alterar a condição de conflito do empregado em relação à Fibria.

Novos tempos para o Comitê de Sustentabilidade

Em sua última reunião do ano, o Comitê de Sustentabilidade da Fibria decidiu que era chegada a hora de reformular sua composição, tendo em vista os novos desafios que se apresentam para a companhia.

A decisão é o reconhecimento de que está se encerrando um ciclo na atividade do Comitê, marcado pela necessidade de pacificar e colocar em novos termos os relacionamentos sociais conflituosos que existiam no momento da criação da companhia, em particular com comunidades indígenas, quilombolas e movimentos de luta pela terra. Além disso, era primordial expressar claramente para as partes interessadas os compromissos socioambientais da Fibria.

Avaliamos que esses objetivos foram em sua maioria alcançados. Continuaremos a trabalhar no engajamento das comunidades com as quais nos relacionamos na busca contínua do diálogo aberto e de soluções convenientes para todas as partes. Ainda temos de avançar em algumas questões com as comunidades indígenas e quilombolas, mas estamos prontos para também enfrentar outros desafios.

Nesse contexto, a nova composição do Comitê de Sustentabilidade estará voltada a temas relativos à trajetória futura da Fibria, como os direitos humanos, a diversidade e o desenvolvimento e a aplicação de novas tecnologias ao negócio das florestas plantadas — um exemplo é a criação de produtos e materiais inovadores, que fomentem a economia de baixo carbono. Ao mesmo tempo, a Fibria deverá manter-se como referência em estratégias de investimento social e gestão de ativos ambientais. Nesse caso, merece destaque as discussões realizadas pelo Comitê e, também pelo Centro de Tecnologia da Fibria, sobre eventuais riscos em um cenário que aponta o aumento de temperatura na Terra – de até 2o C nos próximos anos – segundo estudos do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, da sigla em inglês).

Mosaico ecológico em Aracruz (ES)
Foto: Marcio Schimming

Direitos Humanos

O posicionamento da Fibria nas questões de direitos humanos segue os Princípios de Direitos Humanos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE. Destacamos o comprometimento da companhia com o respeito e o apoio aos direitos humanos fundamentais. Estabelecemos ainda diretrizes e princípios visando à proteção, ao respeito e à remediação em caso de quebra na observância de tais direitos, no âmbito de nossa atuação direta ou indireta e ao longo da cadeia produtiva da Fibria.

Veja o documento sobre posicionamento sobre Direitos Humanos da Fibria

Gestão de Crise

Em 2017, as Comissões de Crise da Fibria participaram de treinamentos e workshops buscando aprimorar o senso de prontidão de seus integrantes. Realizaram-se treinamentos, tais como: um simulado de crise para os membros suplentes da Comissão Corporativa; um workshop sobre o papel do Conselho de Administração na gestão de crises, com apresentação de estudos de caso, lições aprendidas (com exemplos de aspectos positivos e negativos na gestão de crises ocorridas no mercado) e reflexões para aprimorar as ações antes, durante e após uma crise.

Também evoluímos na elaboração de novos Planos de Continuidade de Negócios (“PCNs”), assim como na identificação de temas com potencial de crises, como os ataques cibernéticos.

A gestão de crise na Fibria envolve o trabalho de seis comissões, sendo quatro regionais (Aracruz, Jacareí, Três Lagoas, Portocel), uma corporativa (Diretoria e Presidência) e uma do Conselho de Administração. Vale ressaltar que durante as obras do Projeto Horizonte II, foi implantada uma Comissão de Crise específica do projeto com reuniões mensais.

Cada Comissão de Crise é composta de uma equipe multidisciplinar que se reúne trimestralmente para discutir os principais temas com potencial de crise da Unidade, como bloqueio de estradas por exemplo. A diversidade de público na formação das comissões permite que um determinado tema seja explorado por muitas áreas. Durante as discussões, as áreas apresentam à comissão os indicadores e os planos de ação que estão em andamento para mitigar os riscos envolvidos, bem como a evolução dos PCNs definidos para o ano.

Esse arcabouço de informações, diretrizes e procedimentos de forma estruturada faz com que a comunicação transite entre as áreas operacionais e o núcleo corporativo com eficiência e agilidade. Dessa forma, fica protegido o valor da companhia e são minimizados eventuais impactos negativos que, se não forem gerenciados tempestivamente, podem comprometer a imagem e a reputação da organização.

Informações Complementares

Em 2017, não fomos parte de quaisquer ações judiciais pendentes ou encerradas referentes à concorrência desleal e a violações de leis antitruste e da regulamentação de monopólio. Para mais informações clique aqui e acesse o Sumário GRI.

Estrutura de Governança

O Conselho de Administração é composto de nove membros, dois dos quais independentes (sem vínculos com os acionistas signatários do acordo de acionistas, a Votorantim S.A. e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social Participações (BNDESPar), na forma da regulamentação em vigor), e igual número de suplentes, de modo a garantir a presença do Conselho completo em todas as reuniões. Seus membros reúnem-se, no mínimo, quatro vezes ao ano e devem participar de todas as reuniões do Conselho e dos Comitês a que pertencem. As atas das reuniões do Conselho de Administração, bem como Conselho Fiscal, estão disponíveis no link https://ri.fibria.com.br/reuniões39a-corporativa/reuniões-daadministracao.

Composto de três membros efetivos e igual número de suplentes, eleitos por Assembleia Geral, de acordo com a legislação pertinente tem como principal objetivo fiscalizar os atos da Administração, além de outras atribuições previstas no artigo 163 da Lei das S.A. Seus membros reúnem-se, no mínimo, quatro vezes ao ano, no final de cada trimestre.

É formado 100% por membros independentes, tem a responsabilidade de supervisionar a qualidade e a integridade dos relatórios financeiros, bem como o respeito a normas legais, estatutárias e regulatórias, a adequação dos processos relativos à gestão de riscos, controles internos e compliance, e as atividades dos auditores internos e independentes. Seus membros reúnem-se mensalmente, realizando as reuniões de avaliação de informações financeiras trimestrais em conjunto com o Conselho Fiscal da companhia.

Auxilia o Conselho de Administração e a Diretoria Executiva na análise da conjuntura econômica brasileira e mundial e de seus potenciais reflexos na posição financeira da companhia, e também na elaboração de cenários e tendências, na avaliação de oportunidades e riscos e na definição de estratégias a ser adotadas na política financeira.

Assessora o Conselho de Administração na análise de iniciativas relacionadas à pesquisa e à inovação tecnológica, nas áreas florestal, industrial e em gestão, em relação a novos produtos e em processos.

Tem o objetivo de analisar as políticas, as estruturas e as práticas de recursos humanos propostas pela Diretoria Executiva, tendo em vista as melhores práticas adotadas por empresas nacionais e estrangeiras. Avalia também estratégias e contextos de oportunidades e riscos aos quais a companhia está exposta, além de propor a política de remuneração dos diretores e dos membros do Conselho de Administração, considerando salários e benefícios, de curto e de longo prazo, regulares e extraordinários.

Assessora o Conselho em todos os aspectos envolvendo sustentabilidade, na identificação, na abordagem e no tratamento de assuntos, incluindo as mudanças no clima, que representem riscos ou possam ter impacto nos negócios, nos resultados de longo prazo, no relacionamento com as partes interessadas e na imagem da companhia. O Comitê se reúne três vezes ao ano.

Processo de Tomada de Decisão

O apetite ao risco e as alçadas de aprovação da empresa são definidos pelo Conselho de Administração. O Conselho delega à Diretoria Executiva a alçada para gestão de tópicos econômicos, ambientais e sociais e para operacionalizá-los, dentro dos limites regidos pelo Estatuto Social da companhia, envolvendo o Conselho em questões que requerem a avaliação e a aprovação oficial do mais alto órgão de governança. Além disso, existem questões econômicas, sociais e ambientais que são avaliadas pelos Comitês de Assessoramento, que fazem as recomendações de diretrizes estratégicas ao Conselho de Administração. Adicionalmente, a Diretoria de Governança, Riscos e Compliance (GRC) representa um elo entre as estratégias e políticas definidas pelo Conselho de Administração e Comitês, e as atividades executadas pelas áreas de negócios, sob a responsabilidade das diretorias.

Responsáveis por Tópicos Econômicos, Sociais e Ambientais

Os tópicos econômicos, ambientais e sociais, incluindo os relacionados à mudança do clima, são de responsabilidade de todos os diretores da empresa, que por sua vez se reportam ao CEO, o qual se reporta ao Conselho de Administração.

Processos de Consultas a Stakeholders

Pesquisas de avaliação e feedback de stakeholders são periodicamente apresentadas ao Conselho de Administração, envolvendo opiniões de diversos stakeholders, como investidores, clientes e comunidades.

Composição de Governança

Composição dos grupos de governança 2015 2016 2017
Conselho de Administração
Titulares 9 9 9
Suplentes 9 8 9
Total 18 17 18
Gênero
Homens 17 (95%) 16 (94%) 16 (89%)
Mulheres 1 (6%) 1 (6%) 2 (11%)
Faixa etária
Abaixo de 30 anos 0 0 0
Entre 30 e 50 anos 6 (33%) 4 (24%) 6 (33%)
Acima de 50 anos 12 (67%) 13 (77%) 12 (67%)
Comitês de assessoramento ao Conselho de Administração + Conselho Fiscal
Total 27 28 28
Gênero
Homens 26 (96%) 25 (89%) 26 (93%)
Mulheres 1 (4%) 3 (11%) 2 (7%)
Faixa etária
Abaixo de 30 anos 0 0 0
Entre 30 e 50 anos 8 (30%) 8 (29%) 8 (29%)
Acima de 50 anos 19 (70%) 20 (71%) 20 (71%)

Critérios de Seleção para Novos Membros do Conselho e dos Comitês

O Presidente do Conselho de Administração é responsável pela seleção inicial dos candidatos que irão compor o Conselho de Administração da Companhia. Os candidatos selecionados pelo Presidente do Conselho de Administração são submetidos à apreciação dos acionistas controladores da Companhia e, uma vez aprovados, são submetidos, juntamente com eventuais candidatos indicados por outros acionistas quando aplicável, à aprovação da Assembleia Geral da Companhia.

Critérios de seleção:

Para a seleção são levados em consideração, entre outros aspectos, a reputação na comunidade empresarial, o reconhecimento pela adoção dos mais elevados padrões éticos e morais de comportamento, a independência, a experiência e os conhecimentos relevantes sobre finanças, contabilidade, governança corporativa, sustentabilidade empresarial e o ambiente de negócios da Companhia, a diversidade cultural e de pontos de vista, a inexistência de conflitos de interesse e a disponibilidade de tempo adequada para se dedicar às responsabilidades próprias das suas funções.

A independência dos membros é considerada, mesmo para aqueles que são indicados pelos controladores e que são membros internos. Pela lei brasileira, o conselheiro é responsável judicialmente pela empresa.

Conhecimentos e experiências relacionadas a tópicos econômicos, ambientais e sociais:

O Conselho de Administração tem valorizado uma visão de competências que incluem conhecimentos da indústria e do negócio, visão estratégica, gestão econômica, conhecimentos de inovação e novas tecnologias, mercado de capitais e relação com investidores, jurídicos, experiência com gestão de pessoas, governança corporativa, gestão de riscos e compliance, conhecimentos de cyber risks e digitalização nos negócios, clientes e mercado, sustentabilidade socioambiental, mudanças climáticas, adaptação e resiliência, sistemas de gestão e certificações, gestão de ativos intangíveis, entre outros.

Não há envolvimento direto, no Conselho de Administração, de stakeholders. Na composição do Comitê de Sustentabilidade, a diversidade dos membros tem sido contemplada, assim como a experiência em temas críticos, como mudanças climáticas, questões sociais políticas públicas e conhecimentos de inovação.

Prevenção de Conflitos de Interesses

As informações abaixo estão disponíveis no formulário de referência (referente 2017)
Participação cruzada: Itens 12.6 e 12.7
Participação acionária: Itens 12.6 e 12.7

Partes relacionadas: a empresa tem uma política de transação com partes relacionadas disponível no website da companhia

O acordo de acionistas está disponível no site da Fibria.

Papel na Definição de Políticas e Metas

Estabelecer e alterar a missão, a visão e os valores da empresa é responsabilidade do Conselho de Administração, assim como determinar diretrizes estratégicas. Com base nessas diretrizes, a Diretoria trabalha em políticas e metas, algumas das quais são avaliadas e aprovadas pelo Conselho e por seus Comitês de assessoramento.

Medidas de Aprimoramento

Os membros do Conselho de Administração da Fibria passam por processos de educação continuada que inclui visita anual às operações, palestras semestrais sobre cenários, mercados e governança corporativa, além de workshops sobre estratégia e inovação. Adicionalmente, os Comitês de assessoramento ao Conselho de Administração mantêm reporte direto e regular ao Conselho sobre diversos temas.

Processos de Autoavaliação

O desempenho do Conselho de Administração é avaliado anualmente. O processo é conduzido com o auxílio de um consultor externo independente e inclui a avaliação do Conselho como órgão, de seus membros individualmente, e avaliação da performance dos Comitês de Assessoramento do CA. Como resultado da avaliação, um plano de ação é proposto pelo presidente do Conselho de Administração e aprovado pelos demais membros. Neste plano de ação são sugeridas medidas de melhoria, envolvendo desde a educação continuada em temas específicos ou promoção de treinamentos para atuação em momentos de crise, até melhorias de processo e transparência do Conselho de Administração.

Análise dos Processos de Gestão de Risco

Conforme previsto em sua agenda temática, o Comitê de Auditoria Estatutário supervisiona as atividades de gerenciamento de riscos da companhia, analisa a Matriz de Riscos da organização, avalia o cumprimento dos planos de ação e monitora os indicadores de riscos relacionados aos tópicos econômicos, ambientais e sociais.

Os riscos relacionados à mudança do clima são tratados da mesma maneira que outros, sendo avaliados sob esses mesmos indicadores.

Anualmente, o Conselho de Administração analisa a Matriz de Riscos da Companhia, de acordo com a criticidade e prioridade, bem como os planos de ação sugeridos pela Administração para mitigar tais riscos e assim diminuir o risco residual.

Comunicações Críticas

Itens em follow up são levados ao Conselho pela Diretoria Executiva ou pelos próprios conselheiros. Esses são itens materiais e críticos, que têm um impacto potencial nos resultados da empresa e que não têm uma solução de curto prazo.

Preocupações Críticas

Os itens atuais abrangem temas como estratégia, mercado, logística, questões tributárias, processos judiciais e investimentos em inovação.

Processo Adotado para a Determinação da Remuneração e Políticas de Remuneração e Benedícios

O Conselho de Administração conta com o suporte e a análise do Comitê de Pessoas e Remuneração para a definição do processo de remuneração e benefícios do Conselho de Administração, Comitês de Assessoramento, Conselho Fiscal, e dos executivos da Companhia. O Comitê se apoia em consultoria de empresas especializadas, que fazem pesquisas anuais para identificar os parâmetros de mercado. A remuneração do CEO é comparada a um painel de centenas de CEOs de empresas operando no Brasil.

A diretoria executiva é avaliada por um painel de porte e setores semelhantes à Fibria, envolvendo cerca de 30 empresas. Os honorários dos membros do conselho e dos comitês são avaliados em relação a um painel selecionado de 20 empresas listadas na B3 – Brasil, Bolsa, Balcão. Essa pesquisa é avaliada pelo Comitê de Pessoas e Remuneração, que anualmente apresenta ao Conselho de Administração, que aprova eventuais mudanças recomendadas.

Vários canais são usados para dar feedback em relação à remuneração, como pesquisa de clima organizacional e reuniões de negociação sindical (empregados, sindicatos). Essas questões são analisadas pela área de Desenvolvimento Humano e Organizacional e pelo Comitê de Pessoas e Remuneração.