Nossos Relacionamentos

Relacionamento com a Comunidade

Propósito Fibria
Cultivar a Floresta Plantada como fonte de vida, geração de riqueza compartilhada e do bem-estar das pessoas

Filarmônica Lira Imaculada Conceição, em Caravelas (BA)
Foto: Araquém Alcântara

A Fibria busca o diálogo transparente com os públicos e as comunidades que são afetados de alguma forma por suas operações florestais, industriais e de logística. A companhia trabalha para mitigar os impactos negativos eventualmente gerados por nossas atividades; avalia riscos e soluções de maneira a, sempre que possível, agir preventivamente para evitar problemas, e ouve com atenção queixas e reclamações.

Da mesma forma, buscamos criar valor compartilhado com as populações que vivem em torno de nossas operações por meio de programas e ações de impacto social em grande escala. Acreditamos que o bem-estar e a prosperidade de nossos vizinhos são importantes para uma convivência sem tensões e vão contribuir para criar um ambiente mais favorável ao crescimento da companhia.

Nesse sentido, 2017 foi um ano de realizações. Fizemos a gestão de R$ 51,8 milhões em investimento social, direcionados de acordo com nossa estratégia de atuação social nas comunidades consideradas impactadas pelas nossas atividades. A decisão desse investimento também passa pela Matriz de Priorização, elaborada para cada Unidade. Anualmente, a Comissão de Relacionamento Local avalia a necessidade de revisão dessa Matriz, considerando os resultados do monitoramento e da avaliação crítica dos processos relacionados ao Plano Anual de Relacionamento com Partes Interessadas. Para identificar e analisar os aspectos e impactos sociais, também são consideradas as demandas da comunidade recebidas pelos canais de comunicação da Fibria ou pelas informações provenientes dos processos de engajamento, como Diálogos Operacionais e Agendas Presenciais.

Veja abaixo nossos principais processos de engajamento e projetos sociais.

Rede Responsável

É uma ferramenta de compartilhamento de investimento socioambiental entre as organizações para fortalecer os processos de desenvolvimento local por meio da estruturação de redes de troca de informações, produtos, recursos e serviços.

Por meio do Rede Responsável, pessoas, organizações privadas e governos podem investir no fortalecimento de iniciativas socioambientais da Fibria para o desenvolvimento de comunidades no país em parceria com a Fibria. Em dezembro de 2017, a arrecadação do programa alcançou mais de R$ 19,2 milhões, 10,3% acima da meta do ano. O crescimento da arrecadação e do número de parceiros vêm tornando o Rede Responsável um instrumento forte e duradouro de investimentos, focando nos territórios de atuação da empresa e transformando vidas.

A companhia tem por objetivo aumentar os números de parceiros privados no programa, com mais empresas investindo para reforçar a sustentabilidade dos projetos beneficiados.

Aproximação com as Comunidades Quilombolas

Em 2017, conseguimos avanços importantes no relacionamento, existente há anos, com as comunidades quilombolas que vivem nas proximidades de nossas florestas no norte do Espírito Santo. Oito novas comunidades passaram a participar de programas da Fibria, o que levou o número de comunidades quilombolas parceiras de projetos para 17, entre 20 no total. As três comunidades restantes receberão investimentos da Fibria em 2018.

O avanço no engajamento com os quilombolas é prioritário e ainda bastante desafiador para a Fibria. Muito se evoluiu nas relações, na confiança e no estabelecimento de projetos importantes, mas é necessário progredir na questão fundiária. Esse assunto estará no centro do diálogo entre a Fibria e essas comunidades nos próximos anos.

Como exemplos de progressos podemos citar a adaptação e o crescimento do Programa de Desenvolvimento Rural Territorial (PDRT) às necessidades particulares e, em alguns casos, à legislação específica para os quilombolas. Consultores do PDRT os auxiliam a regularizar a documentação necessária para que possam usufruir de seus direitos como comunidade tradicional, que a lei lhes garante — por exemplo, participação prioritária em licitações para o fornecimento de alimentos a entidades públicas.

Outras ações incluem o apoio na emissão de blocos de notas fiscais para o produtor quilombola e a formação de agentes técnicos. Esse trabalho de regularização documental para que o produtor quilombola possa integrar-se ao mercado formal foi um passo importante para começar a criar confiança entre as partes e facilitar a aproximação com as comunidades que ainda estão oferecendo resistência ao engajamento com a companhia.

Sergio Antônio Ferreira, produtor do PDRT, em Três Lagoas (MS)
Foto: Marcio Schimming

O Programa de Desenvolvimento Rural Territorial (PDRT) é um dos projetos mais impactantes e significativos liderados pela Fibria. O programa contribui para o incremento da renda de mais de 4 mil famílias nos estados da Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Lançado em 2012, o PDRT capacita agricultores familiares e se orienta por três eixos: assistência técnica à produção e estímulo ao uso de tecnologias de baixo custo, com redução do impacto ambiental; gestão de associações e redes; e incentivo e orientação para acesso a políticas públicas que ampliam as possibilidades de comercialização dos produtos. O incremento médio de renda dos participantes, em 2017, foi de R$1.505,00 por mês.

Em 2017 o programa contribuiu para o incremento da renda de

Cerca de 4 mil famílias

Em mais de 80 localidades

nos estados da Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Do Acampamento para o Assentamento

Em 2017, é importante registrar o progresso no projeto Assentamentos Sustentáveis, que a Fibria mantém com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no sul da Bahia. Até o final do ano, 320 famílias já tinham feito a transição “do acampamento para o assentamento” — ou seja, deixado as barracas de lona nas quais estavam acampadas para se instalar em casas nos lotes em que vão viver. Seguem avançando-se desenvolvendo igualmente os programas e subprogramas iniciados com parceiros diversos, como é o caso dos Assentamentos Agroecológicos.

Esse programa é uma parceria do MST com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), para desenvolver a produção agroflorestal em sistema ecológico, centro do projeto Assentamentos Sustentáveis. Em 2017, foram os seguintes avanços:

Agricultora familiar Vanete Carvalho Pereira Vieira, em Aracruz (ES)
Foto: Araquém Alcântara

  • criação da Mesa de Situação Bahia para intermediar conflitos e dar celeridade aos processos;
  • implantação definitiva de produtos fitoterápicos e acesso à saúde nos Assentamentos, com a formação de agentes da saúde em parceria com a Fiocruz, do Rio de Janeiro;
  • erradicação do analfabetismo e escola em funcionamento (Programa Sim, Eu Posso), com acesso a e-mail, YouTube e Facebook.

Apesar das conquistas no relacionamento com o MST no sul da Bahia, a Fibria ainda tem um grande desafio nas relações com esse movimento no estado do Espírito Santo, onde ocorreram algumas ocupações de áreas da empresa. Negociações estão sendo realizadas e o ano de 2018 é decisivo para que conquistemos o mesmo processo e relação, hoje existente na Bahia.

Cultura Indígena

O relacionamento com essas populações é desenvolvido por uma equipe interdisciplinar, incluindo antropólogos e indigenistas, e tem como foco viabilizar uma relação saudável, além de apoiar na sustentabilidade das terras indígenas que ficam próximas as áreas da Fibria.

No Espírito Santo, a Fibria mantém o Programa de Sustentabilidade Tupiniquim e Guarani (PSTG) desde 2012 com o objetivo de propiciar um conjunto de ações integradas e de longo prazo que permita aos Tupiniquim e Guarani restituírem as condições ambientais necessárias para suas práticas socioculturais, afirmação da identidade étnica e atividades econômicas sustentáveis.

cerca de 760 famílias

distribuídas por 12 aldeamentos, das quais 152 participam de projetos socioambientais.

Em 2017 essa relação evoluiu para a assinatura de um acordo registrado em cartório entre a Fibria e os representantes das 12 aldeias indígenas com os papéis e as responsabilidades definidos de ambos os lados. Por meio desse documento, os índios se comprometem a não bloquear estradas ou tomar qualquer outro tipo de atitude que possa paralisar e prejudicar as operações da Fibria em Aracruz. Por outro lado, a companhia se compromete a continuar dando o apoio necessário às aldeias por meio dos projetos do PSTG. Trata-se de um acordo histórico: pela primeira vez uma empresa privada e aldeias indígenas colocam no papel as suas regras de convivência e os seus compromissos.

No município de Brasilândia (MS), por meio do PSO (Programa de Sustentabilidade Ofaié), a companhia se relaciona com cerca de 30 famílias de uma aldeia de índios Ofaié, que vivem em uma reserva depois que suas terras originais foram inundadas pela represa de Porto Primavera, em 1998. O plano de ação da empresa e de seus parceiros com a comunidade envolve a disponibilização de recursos para a valorização da cultura, do artesanato e da agricultura familiar de subsistência.

A Fibria apoiou também a comercialização de peças baseadas no artesanato Ofaié, que passaram a ser comercializadas em lojas de São Paulo (SP) e do Rio de Janeiro (RJ) em 2017. Antes, os produtos só eram encontrados na Casa do Artesão de Três Lagoas (MS).

Projeto Colmeias
Foto: Araquém Alcântara

Colmeias

O objetivo do projeto Colmeias é fortalecer a atividade apícola nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo e Bahia, gerando emprego e renda a partir do aperfeiçoamento da cadeia produtiva do mel de eucalipto e de mata nativa.

O projeto é uma iniciativa da Fibria em parceria com associações e cooperativas de apicultores e também promove o múltiplo uso das florestas plantadas de eucalipto, a diversificação das atividades agrícolas e, principalmente, a qualidade de vida das pessoas envolvidas.

Da produção à comercialização, o Colmeias oferece apoio na implementação de novas tecnologias e na capacitação em noções estratégicas sobre manejo, gestão e comercialização do produto, proporcionando o aumento e a valorização da atividade.

A estratégia do projeto para os próximos anos é promover o incremento de utilização de tecnologias de baixo impacto ambiental que agreguem valor à cadeia produtiva, como a rastreabilidade do mel e o melhoramento genético das colônias de abelhas, além de apoiar os produtores na inserção do mel em novos mercados.

Em 2017

o projeto completou 15 anos

com uma produção recorde de 2.000 toneladas de mel

e a participação de mais de 1.000 apicultores

Comunidades Pesqueiras

A Fibria se relaciona com comunidades pesqueiras em duas regiões: no distrito de Barra do Riacho, município de Aracruz (ES), onde está o terminal especializado no embarque de celulose (Portocel) e em Caravelas, no sul da Bahia, de onde é escoada, por meio de barcaças, parte da produção local de eucalipto que abastece as três fábricas da Unidade Aracruz (ES).

Nessas duas áreas, a empresa busca estreitar o relacionamento com a comunidade por meio do diálogo, de ações sociais e de medidas de apoio à atividade pesqueira.

O processo de engajamento em Caravelas visa fortalecer as associações ligadas à atividade pesqueira na região, além de disseminar o empreendedorismo a partir da estruturação da cadeia do pescado.

Em Barra do Riacho, a iniciativa de engajamento liderada pela Fibria tem o objetivo de estimular o diálogo social e o desenvolvimento integrado e participativo da comunidade, envolvendo empresas, sociedade e poder público.

Foto: Araquém Alcântara

Diálogo Operacional

Consideramos que uma atuação responsável, tal como definida em nossos Atributos Desejados, deve nos levar a evitar ou mitigar impactos nas comunidades em que estamos presentes. Por isso, tomamos a iniciativa de praticar com representantes dessas populações o Diálogo Operacional, que são encontros com o intuito de apresentar soluções para cada questão apontada. Em 2017, foram realizados 1.063 diálogos, com cerca de 10.000 participantes de todas as comunidades impactadas pelas operações de silvicultura, colheita e transporte de madeira.

2017 Número de diálogos Número de participantes Índice da efetividade das ações de mitigação1
Aracruz 558 2.177 2,8
Jacareí2 154 1.307 2,8
Três Lagoas 351 6.513 2,7
Total 1.063 9.997 2,8
1 Após a conclusão das operações florestais, a comunidade envolvida avalia o processo com base em um questionário aplicado pela equipe de Diálogo Operacional. Cada resposta recebe uma das seguintes pontuações: bom (3), regular (2), ruim (1), péssimo (0). A nota final resulta de uma média ponderada.
2 Inclui Capão Bonito e Vale do Paraíba.

Odor

A Fibria estuda continuamente formas de controlar e reduzir o odor gerado no processo de produção de celulose com o propósito de garantir o menor incômodo para as comunidades vizinhas as fábricas. A companhia tem feito investimentos anuais em seus sistemas de tratamento de gases para garantir a redução na geração de odores.

Oferecemos canais para a comunicação de dúvidas, reclamações e sugestões relacionadas às nossas operações. Além disso, mantemos as Redes de Percepção de Odor, com a participação de moradores do entorno das fábricas, que formam grupos de voluntários capacitados a registrar e transmitir à Fibria informações sobre os odores do processo industrial, para nos ajudar a diminuir esse impacto. Trabalhamos, também, com a “Rede de Percepção Interna”, formada por operadores que em todo turno inspecionam os principais equipamentos com potencial para ocorrências de geração de odor. Isso acontece de forma preventiva, independentemente de ter ou não uma reclamação.

Em 2017, a Fibria recebeu 74 comunicações da Rede, das quais 45 foram consideradas pertinentes — ou seja, uma análise da situação confirmou que o odor percebido era causado pela operação industrial. Nesses casos, são tomadas medidas para mitigar o problema, que podem chegar até a parada da produção para reduzir a emissão dos gases. O voluntário que avisou do problema, em todos os casos, recebe uma ligação para explicar o resultado da análise e as providências tomadas.

Queixas

Todas as unidades da Fibria possuem o Fale com a Fibria. Por meio de centrais telefônicas internas e externas (ligações gratuitas), site ou atendimento presencial, empregados, clientes, fornecedores e pessoas da comunidade podem enviar dúvidas, sugestões, pedidos de informações e reclamações relacionadas às operações florestais e industriais.

Para coordenação do processo foram estabelecidos procedimentos e diretrizes para recebimento, registro, avaliação, resposta e monitoramento de ocorrências. Além disso, a empresa utiliza um sistema corporativo de gestão para anotar e evidenciar, de forma unificada, atualizada e centralizada, todo o processo de atendimento.

Mensalmente a área de Sustentabilidade, responsável pela administração do Fale com a Fibria, avalia a qualidade do atendimento e a eficácia das ações de tratamento adotadas.

Os efeitos desse monitoramento e avaliações são reportados nas reuniões de resultados da área florestal e industrial e nas reuniões da Comissão de Relacionamento Local da Unidade.

Anualmente, a área de Sustentabilidade elabora uma análise crítica das demandas relacionadas às operações florestais de forma a identificar e propor melhorias.

Para saber mais sobre o tema, clique aqui e acesse a Central de Indicadores.

Investimento Social em Três Lagoas

Atingimos a marca de aproximadamente 1.200 famílias participantes de nossos programas de geração de renda, e cerca de 43 mil pessoas diretamente atendidas, ao mesmo tempo em que registramos significativa ampliação da base territorial — no Mato Grosso do Sul, por exemplo, atuamos em cinco municípios e atendemos a 100% das localidades consideradas prioritárias. No mesmo estado, algumas iniciativas integradas à expansão da nossa segunda linha de produção de celulose deixam legados importantes para as comunidades que as receberam.

É o caso do Sub Crédito Social concentrado em municípios de atuação da Fibria que investiu cerca de R$ 11,7 milhões em 14 linhas de investimentos e 40 projetos com diversas ações, entre elas de infraestrutura para as comunidades contempladas nos nossos processos de engajamento— como acesso a água com qualidade através da perfuração de poços semi artesianos e instalação de filtros biológicos, construção de salas de ordenha, entre outros —, e em projetos de saúde bucal e de educação de jovens e adultos.

Sub Crédito Social

(benfeitorias de infraestrutura entregues no Mato Grosso do Sul)

1 casa de extração de mel

92 poços semi artesianos

39 salas de ordenha

310 filtros biológicos

1 galpão de hortifruti

Agente do Bem

Outra ação ligada ao projeto de expansão no Mato Grosso do Sul que deu frutos em 2017 foi o movimento Agente do Bem, instituído no final de 2015. O movimento trouxe uma abordagem inovadora ao risco do abuso ou da exploração sexual infantil em locais com grandes obras. Por iniciativa da Fibria, a cidade de Três Lagoas (MS) se mobilizou para construir uma rede cidadã de enfrentamento do problema de forma transparente e participativa além de aperfeiçoar o conhecimento dos agentes públicos que atuam na linha de frente.

O Agente do Bem tornou-se de fato, ao longo de um ano e meio, uma iniciativa compartilhada por toda a comunidade, na intenção de contribuir para que Três Lagoas venha a ser uma cidade modelo na proteção da infância e da adolescência contra todos os tipos de violência infantil, mas, em especial a sexual. A Fibria e a organização não governamental Childhood — especializada no tema e parceira na operação do movimento —, desenvolveram uma estratégia com ênfase na formação cidadã, para a qual se buscou uma forma positiva e acolhedora de abordar um tema sensível dentro do canteiro de obra, convidando todos os empregados a serem agentes de proteção de crianças e adolescentes.

Para o público interno (empregados da Fibria e dos fornecedores contratados para o projeto) foram realizadas 680 oficinas de formação cidadã sobre diversos temas de interesse do trabalhador como saúde, cidadania, família, etc. e o tema do abuso e da exploração sexual foi trabalhado de forma transversal, alcançando 103 mil participações nos nossos workshops e mais de mil caminhoneiros entre maio de 2016 e dezembro de 2017. Para chegar aos caminhoneiros — prestadores de serviços à obra e à própria operação da Fibria —, foram contempladas ações do programa Na Mão Certa, criado pela Childhood Brasil há dez anos, com o intuito de enfrentar a exploração sexual de crianças e adolescentes nas estradas.

Construção Conjunta

De outra parte, a Fibria inovou na forma de receber a mão de obra que veio de fora, oferecendo alternativas de acolhimento e entretenimento para os trabalhadores temporários.

Além disso, o Agente do Bem estabeleceu uma parceria decisiva com a Promotoria da Infância e da Juventude de Três Lagoas (MS), e também com as autoridades policiais e todos os serviços que contemplam a rede de proteção da cidade. A partir de março de 2016, foi realizado um Diagnóstico Situacional e articulada a Rede de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente de Três Lagoas. Em 2017, foram oferecidas oficinas de reciclagem de conhecimento no tema para públicos diversos na cidade: profissionais de educação, Conselho Tutelar, agentes de saúde, toda imprensa local e polícias civil, militar e da delegacia da mulher.

Visão Ampliada

Esse processo de envolvimento cidadão resultou na elaboração participativa de um Plano Municipal Decenal de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, entregue no final de 2017 ao prefeito de Três Lagoas para ser adotado como lei municipal. Já no final do ano — e alguns meses depois da conclusão de Horizonte 2 — 50 policiais civis e militares, entre eles delegados, participaram de capacitação sobre o primeiro atendimento a crianças. E a partir de março de 2017, foi lançada uma campanha de comunicação sobre o Agente do Bem por meio de cartazes, outdoors, publicações, ímãs de geladeira, adesivos e folhetos para caminhoneiros, spots de rádio e uma página no Facebook que recebeu mais de 1.400 curtidas em três meses.

O material de comunicação do Agente do Bem deu destaque ao Disque 100, o canal oficial e indicado para o recebimento de denúncias e/ ou notificações anônimas e gratuitas.

Por meio do Programa de Apoio à Gestão Pública (PAGP), iniciado há três anos, a Fibria auxilia e incentiva as prefeituras de Três Lagoas e Brasilândia na implementação de melhorias nos indicadores econômicos, ambientais, sociais e de infraestrutura. A partir de apoio técnico, a iniciativa promove o desenvolvimento dessas cidades no longo prazo, em conjunto com gestores públicos e a sociedade. Ao logo dos anos, o trabalho contou com diversos parceiros, entre eles o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Instituto Arapyaú e Instituto Votorantim.

Em Três Lagoas, foi elaborado o Plano de Ação Três Lagoas Sustentável, cujos estudos e propostas foram considerados pela prefeitura em sua plataforma de governo.

O PAGP em Três Lagoas e Brasilândia

  • 27 meses de projeto
  • 140 mil pessoas impactadas
  • 6.500 seguidores nas redes sociais
  • 1.060 entrevistados em Três Lagoas
  • 600 pessoas consultadas para a produção do plano de Três Lagoas
  • 320 pessoas em capacitações e workshops
  • 70 técnicos e especialistas envolvidos
  • 50 instituições envolvidas
  • 31 eventos realizados

Entregas

2016

  • Plano Diretor Participativo (implantação em Brasilândia e revisão em Três Lagoas)
  • Projeto Três Lagoas Sustentável (mais de 130 indicadores, 4 estudos de base que sugestão de ações divididos em 3 eixos estratégicos)
  • Criação da Rede de Monitoramento Cidadão em Três Lagoas
  • Criação do Conselho da Cidade de Brasilândia

2017

  • Plano Plurianual em Três Lagoas
  • Institucionalização da Rede de Monitoramento Cidadão em Três Lagoas
  • Fortalecimento do Conselho da Cidade de Brasilândia
  • Plano de Ação para Transparência nos dois municípios

No ranking de transparência, Brasilândia subiu do 24o lugar para a sexta posição; já Três Lagoas saltou do 54o lugar para o 23o. Levantamento foi feito pela Rede de Controle de Gestão Pública de Mato Grosso do Sul, formada por MPF (Ministério Público Federal), MPE (Ministério Público Estadual), CGU (Controladoria-Geral da União), TCU (Tribunal de Contas da União) e TCE (Tribunal de Contas do Estado).