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Em 2017, a Fibria inovou em seus processos florestais, industriais e logísticos. Os capítulos a seguir contam algumas das histórias mais relevantes de inovação e avanços produtivos. Como destaque, trazemos a expansão da segunda linha de produção em Três Lagoas (MS).

O projeto foi ancorado na integração de todos os aspectos envolvidos em uma obra de alta complexidade, tratando-os de maneira holística. Desde o estágio inicial de concepção e planejamento, olhamos a nova linha como um empreendimento completo de produção de celulose, que começa na floresta, avança para a fábrica e termina no porto de embarque do produto.

Tão cruciais quanto essa cadeia são as demais áreas da companhia, que trabalharam em conjunto para prevenir e mitigar os impactos sociais e ambientais, por meio de processos compartilhados e reuniões regulares.

Rompendo com a prática usual do setor, o diretor do projeto não ficou responsável apenas pela etapa industrial da obra. A direção geral do projeto abordou todos os aspectos de forma integrada, assegurando que o trabalho fosse sistêmico. Essa foi uma inovação em gestão que rendeu frutos e lições para o futuro.

Pesquisa e Desenvolvimento

Somos uma empresa de produtos florestais. Comprovamos nossa excelência na fabricação de celulose, mas não nos contentamos com isso: buscamos retirar o melhor valor da inovação aplicada a nossas florestas plantadas, criando e desenvolvendo outros produtos além da celulose. Para esse propósito, a pesquisa científica e o desenvolvimento de novas tecnologias são ferramentas essenciais.

Mantemos pesquisas científicas e tecnológicas — em Aracruz (ES), Jacareí (SP), Três Lagoas (MS) e Burnaby, no Canadá —, além de uma rede experimental de campo que abrange todas as nossas unidades. Investimos 0,57% do faturamento líquido da empresa em inovação (em 2017, foram 67 milhões de reais aplicados em pesquisas e projetos de inovação) e somos titulares de 334 patentes e cultivares — 7 a mais do que em 2016.

Inovação Competitiva (Atributo Desejado) Estamos sempre em busca de novas soluções para melhorar a nossa competitividade, a dos nossos clientes e parceiros.”

Em nossa cadeia produtiva e nas redes de pesquisa e desenvolvimento que criamos, buscamos sempre a inovação competitiva — um dos Atributos Desejados da Fibria. Inovamos, sempre a partir da floresta plantada, para abrir novas possibilidades de negócios e produtos. Queremos também diferenciar nossa mercadoria mais tradicional, a celulose, e ir além do conceito de commodity.

Trata-se de uma postura que situa a Fibria entre as empresas líderes globais na geração de produtos a partir de florestas plantadas. Em 2017, nossas iniciativas de pesquisa e desenvolvimento produziram avanços significativos em duas frentes: a das inovações radicais — que visam promover saltos no negócio atual —, e das inovações disruptivas, que buscam criar negócios. Na área de biotecnologia florestal, por exemplo, alcançamos avanços que poderão se tornar realidade nas nossas operações nos próximos 3 a 5 anos.

Pesquisar é preciso

Um Centro de Tecnologia (CT) está presente em todas as unidades da Fibria: contamos com 48 cientistas na companhia, além de profissionais técnicos qualificados dedicados à pesquisa e inovação. Em cada localidade que está presente busca enfatizar processos e produtos específicos. Confira a seguir:

  • Aracruz: dedicado ao desenvolvimento do produto celulose e de seu processo de fabricação, incluindo a celulose microfibrilar; faz pesquisas sobre solos, nutrição de plantas e proteção florestal, pragas e doenças. Mantém inclusive um laboratório dedicado à criação de inimigos naturais das pragas que atacam o eucalipto. Esses inimigos são organismos usados para o controle biológico das pragas.
  • Jacareí: abriga o laboratório de biotecnologia florestal, dedicado ao desenvolvimento de técnicas que visam complementar a estratégia de melhoramento genético clássico do eucalipto. Também possui um laboratório de biorrefinaria, onde a Fibria desenvolve suas linhas de pesquisa prioritárias para a criação de novos produtos a partir da floresta plantada: lignina, bio-óleo, celulose microfibrilar, nanocelulose cristalina e biocompósitos.
  • Três Lagoas: são realizadas pesquisas sobre manejo, proteção florestal e melhoramento genético clássico do eucalipto, com destaque aos estudos sobre ecofisiologia florestal, com a maior rede privada de monitoramento do efeito do clima sobre o crescimento do eucalipto, cerrado e pastagem.
  • Burnaby (Fibria Innovations): empresa controlada 100% pela Fibria, localizada no Canadá, na região de Vancouver. Esse laboratório trabalha na linha do desenvolvimento de produtos inovadores e aplicações para a lignina — um dos componentes da madeira, ao lado da celulose.

Parcerias

Complementando esses meios próprios de pesquisa e desenvolvimento, a Fibria cultiva ainda parcerias externas com universidades, institutos, startups e empreendedores. Cerca de 30% dos nossos recursos de P&D são investidos nessa modalidade de colaboração; ela amplia nossa abordagem do aprimoramento tecnológico e permite à Fibria ganhar acesso a desenvolvimentos de ponta por meio de uma rede de parceiros pinçados entre os melhores do Brasil e do planeta.

Joelma Aparecida dos Santos Damiao, no Centro de Tecnologia, em Jacareí (SP)
Foto: Marcio Schimming

Fibria Insight – No Território das Startups

Em agosto de 2017, lançamos nossa plataforma própria de inovação aberta, a Fibria Insight (www.fibriainsight.com.br). Por meio dela, conseguimos nos conectar com empresas startup, centros de pesquisa, universidades e empreendedores, do Brasil e do mundo, ganhando acesso a ideias e inovações que poderão ser desenvolvidas conjuntamente, em parcerias de interesse comum.

A plataforma funciona por meio de temas e questões que são lançados no site Fibria Insight pela companhia, em busca de soluções inovadoras. Os candidatos respondem com propostas de solução para cada desafio colocado pela Fibria.

Os dois primeiros temas, lançados em 2017, foram um sucesso. O primeiro desafiava os candidatos a apresentarem usos e aplicações inovadoras para a celulose microfibrilar em diversos ramos de negócios; o segundo fazia o mesmo em busca de melhores soluções de embalagem para os fardos de celulose.

Ao todo, 46 candidatos participaram, expondo projetos que respondiam a algum dos desafios. Ao final de um processo que incluiu uma imersão dos 15 melhores candidatos na companhia, sete dos desafiados foram selecionados para prosseguir, com a companhia, no desenvolvimento das soluções propostas. A abordagem prevê o aporte de recursos da Fibria aos projetos escolhidos, em diferentes modalidades de investimento.

Melhores Florestas

Três resultados podem ser destacados em 2017, no que se refere ao desenvolvimento da tecnologia florestal. Em primeiro lugar, o Programa de Melhoramento Genético Clássico fechou o ano em linha com as metas de IMACel (toneladas de celulose/hectare/ano). Vale destacar que o aumento do uso de compostos clonais tem contribuído fortemente para uma melhor gestão das Florestas Plantadas, reduzindo os riscos associados aos estresses bióticos causados por insetos, fungos, bactérias e os abióticos decorrentes das mudanças climáticas como a seca, por exemplo.

Vale lembrar que, em 2015, a Fibria considerou dois cenários climáticos do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) para prognosticar riscos de produtividade nas condições climáticas futuras para os anos de 2030 e 2050. Essas possibilidades foram ajustadas para as áreas de plantações da Fibria. Para cada contexto (pessimista e otimista), consideramos o impacto potencial sobre as plantações da Fibria e identificamos as áreas com iminência de extremos climáticos, buscando as melhores recomendações para os plantios, a fim de mitigar eventuais perdas ou otimizar ganhos na produtividade da floresta. Em 2017, uma nova calibração deste trabalho foi realizada, considerando as informações históricas e as mudanças observadas no padrão de clima em algumas regiões de atuação da Fibria.

Em segundo, a pesquisa em Manejo Florestal analisou dados e gerou recomendações de adubação otimizadas para milhares de hectares em todas as unidades da empresa, com benefícios significativos em custos e segurança do trabalho, sem deixar de atender a demanda nutricional que suporta o pleno desenvolvimento e a produtividade dos plantios. Finalmente, houve aumento no uso de controle biológico de pragas, com consequente redução de pesticidas. Ao longo de 2017, o Laboratório de Proteção Florestal e Recursos Naturais da Fibria produziu e liberou mais de 10 milhões de inimigos naturais.

Em 2017, a Fibria realizou 45 projetos de pesquisa, nas áreas de melhoramento genético, biotecnologia, manejo, proteção florestal, ecofisiologia (estudo da interação entre solo, clima e plantas), produtos da celulose, biorrefinaria e processos industriais

Mayara Martins Aparecido, no Centro de Tecnologia, em Jacareí (SP)
Foto: Marcio Schimming

Propriedade Intelectual

A Fibria fechou o ano de 2017 com de 334 patentes, das quais seis foram desenvolvidas no próprio ano. A elas se somam 25 cultivares protegidas – uma a mais do que em 2016. Nosso banco reúne patentes do processo de fabricação de celulose, de produto (celulose), de biotecnologia e de processos e produtos ligados à biorrefinaria.

Programas I9

Trata-se de programas internos de empreendedorismo e inovação. Por meio do i9 e utilizando a Fibria net — a intranet da Fibria —, empregados podem oferecer ideias e sugestões para aperfeiçoar o negócio e as rotinas de trabalho. Em 2017, 1.535 propostas foram apresentadas e destas 987 foram implementadas trazendo um retorno sobre o investimento (ROI) de R$39,00. O ROI de 2016 foi R$ 26.

987 propostas

foram implementadas trazendo um retorno sobre o investimento (ROI) de R$39,00. O ROI de 2016 foi R$ 26,00.