Nossos Processos Produtivos

Gestão Florestal

As florestas plantadas são o ponto de partida da cadeia produtiva da Fibria. A madeira que elas produzem fornece a matéria-prima para a celulose, o combustível para a geração de energia elétrica nas suas operações e, cada vez mais, os insumos para o desenvolvimento de novos produtos e aplicações a partir da base florestal. Produzir mudas, plantar e cuidar de árvores, colher e transportar madeira são operações repetidas milhares de vezes todos os dias nas vastas áreas florestais mantidas pela Fibria em 261 municípios brasileiros.

A Fibria atua na produção de madeira em 656 mil hectares de florestas plantadas de eucalipto nos estados do Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Nessas operações, a Fibria alia as técnicas do manejo florestal moderno a uma constante disposição para inovar na gestão, nos processos e na tecnologia. A seguir, alguns projetos inovadores de tecnologia florestal que foram concretizados ou deram frutos em 2017.

Mosaico em Aracruz (ES)
Foto: Marcio Schimming

Viveiro Automatizado

A entrada em operação da segunda linha de produção de celulose de Três Lagoas (MS), em agosto de 2017, representou um acréscimo de quase 2 milhões de toneladas/ano de celulose à capacidade produtiva da companhia. Para cobrir a crescente demanda da fábrica por matéria-prima, a Fibria construiu nessa unidade um viveiro automatizado de mudas, de maneira a reforçar a produção de madeira de suas florestas na região.

Trata-se de um projeto inovador em escala global, sendo o primeiro dedicado a mudas de eucalipto. Ao aplicar automação de ponta, o novo viveiro representa um grande salto tecnológico e produtivo para a operação florestal da Fibria — tão impactante quanto a nova linha de Três Lagoas para a nossa base industrial.

Com operação robotizada e novos conceitos de projeto, a instalação pode produzir até 43 milhões de mudas por ano e passa a ser a maior na companhia — supera por larga margem os viveiros mantidos em Capão Bonito (SP) e Helvécia (BA), que produzem, cada um, 30 milhões de mudas anuais.

Viveiro automatizado em Três Lagoas (MS)
Foto: Marcio Schimming

Viveiro hi-tech

O viveiro de uma empresa florestal é uma espécie de berçário de árvores. É lá que as mudas de eucalipto, jovens e tenras, são inicialmente plantadas e cuidadas até que cheguem ao porte adequado para ser implantadas numa floresta. O viveiro da Fibria em Três Lagoas, nessa comparação, é um berçário hi-tech de última geração.

Todas as principais operações, seleção, plantio, classificação, embalagem dessas mudas para o transporte, ao deixarem o viveiro são feitas por 19 robôs e 3 servomotores. O sistema de irrigação é automatizado, assim como o monitoramento do clima, essencial para o crescimento das plantas – uma estação meteorológica mede a intensidade do sol e outros parâmetros e abre ou fecha os tetos retráteis que controlam a entrada de chuva e sol.

O viveiro foi desenhado para ser mais sustentável. A energia que consome é um excedente da que é gerada pela fábrica vizinha e as duas instalações compartilham o mesmo tratamento de água. Por ser mais compacto e denso, o novo viveiro é mais frugal. Com a mesma lâmina de água de um viveiro tradicional, é possível irrigar mais mudas. Toda a operação produz menos resíduos — os tubetes que recebem as mudas plantadas são de papel biodegradável, e não mais de plástico.

A tecnologia aplicada na instalação tem origem na Holanda, onde foi criada para o cultivo de flores. Técnicos e engenheiros da Fibria adaptaram os conceitos originais à produção de mudas de eucalipto e desenvolveram o projeto em parceria com os fabricantes dos equipamentos. A decisão de implantar uma segunda linha de produção em Três Lagoas, em 2015, deu impulso à ideia de construir um viveiro de ponta, que já vinha sendo trabalhada pelas equipes da companhia.

Os benefícios são vários. A qualidade das mudas é melhor, graças ao controle dos dados da produção. Cada muda pode ser rastreada até a 1ª seleção e, depois de formados, os lotes também seguem mapeados até a expedição. Assim, a coleta de informações é constante, o que permite entender melhor as relações entre a planta e o ambiente. Tudo isso resulta em mais estabilidade, menos perdas, e na expectativa de redução de 25% no custo da muda, em relação ao processo tradicional.

Dificuldades na implantação? Algumas, como é natural em projetos de tecnologia de ponta. Está sendo preciso trabalhar bastante na evolução, no comissionamento e no desempenho das máquinas que fazem a seleção das mudas. Além disso, é preciso acostumar-se aos erros e às falhas durante o processo – algo que parece óbvio quando se fala em inovação, mas desafiador para qualquer empresa. Além disso, o viveiro automatizado exigiu mão de obra mais especializada e capacitada para a operação das máquinas, o que demandou da Fibria um esforço extra na contratação e principalmente na capacitação de novos profissionais.

A boa experiência com o viveiro automatizado em Três Lagoas não significa que necessariamente a companhia irá implantar a mesma tecnologia em todas as suas unidades de produção de mudas. Em Helvécia, no sul da Bahia, por exemplo, a Fibria é umas das principais empregadoras da região e entende o seu papel transformador na comunidade em que está inserida. É por isso que nesta região optamos por uma tecnologia que possibilitasse incluir o maior número possível de moradores na produção de mudas

As florestas plantadas e as mudanças climáticas

As alterações do clima impactam diretamente na produtividade das florestas da Fibria. Por esse motivo, o tema Mudanças Climáticas faz parte da estratégia da companhia e uma série de iniciativas, como monitoramentos, planos de ação, gestão de riscos, orçamentos e planos de negócio são realizadas para mitigar os impactos em nossas operações florestais.

Entre as iniciativas realizadas, está o monitoramento de seis bacias hidrográficas – desde a entrada de água pela chuva até a vazão do riacho. Um dos objetivos dessa análise é entender melhor as interações entre os nossos plantios e o clima.

Carbono

Entre as principais iniciativas voltadas para a questão do carbono* estão o inventário de emissões e sequestro e a identificação de riscos e de oportunidades geradas pela inclusão do tema nos processos de Capex**, além da meta de, até 2025, duplicar o sequestro líquido de carbono em relação a 2011.

Publicamos, anualmente, nosso relatório de inventário de gases de efeito estufa, com resultados atualizados, históricos e esclarecimentos sobre nosso desempenho. Nosso inventário é verificado conforme os padrões da NBR ISO 14064 e do Programa Brasileiro GHG Protocol. Atualmente, somos uma empresa carbono positivo – que sequestra mais do que emite (veja o gráfico abaixo)

Preço interno de carbono.

Em 2017, demos continuidade ao trabalho de precificação interna de carbono (shadow pricing). Definimos o preço da tonelada de CO2 equivalente para diferentes contextos: US$ 5 para sequestro (florestas), US$ 10 para emissões industriais e de logística e US$ 30 para novas tecnologias.

Com isso, queremos comunicar mais um valor dos nossos plantios e áreas de conservação e criar soluções alinhadas a uma economia de baixo carbono.

*Termo utilizado para congregar as ações referentes à gestão das emissões e do sequestro de gases de efeito estufa em um contexto de mensuração, relato e precificação por diferentes instrumentos econômicos, como taxas e impostos por emissões de CO2, mercados de carbono e outras restrições ou incentivos financeiros.
**Capex é a sigla da expressão inglesa capital expenditure (em português, despesas de capital ou investimento em bens de capital), que designa o montante de dinheiro despendido na aquisição (ou introdução de melhorias) de bens de capital de uma determinada empresa.

Foto: Araquém Alcântara

Nossas florestas e a biodiversidade

A Fibria busca preservar o habitat natural e possui várias áreas protegidas, na forma de Reservas Legais, Áreas de Preservação Permanente (APPs) e três Reservas Particulares do Patrimônio Natural. A companhia restaura e gerencia essas áreas por meio da integração da Floresta Plantada à paisagem. As três Reservas Particulares do Patrimônio Natural são remanescentes significativos de ecossistemas ameaçados que contribuem para a estratégia de conservação do Corredor Central da Mata Atlântica estabelecido pelo Ministério do Meio Ambiente. Eles também são três das nossas dezesseis Áreas de Alto Valor de Conservação (HCV) reconhecidas pelos aspectos de biodiversidade.

Em todas essas áreas realizamos a formação de corredores ecológicos e colheita escalonada das nossas Florestas Plantadas para minimizar o impacto sobre a fauna local. Essa abordagem leva em consideração os resultados de estudos e monitoramento da fauna e flora, que segue as diretrizes do projeto Mosaicos Florestais Sustentáveis, uma iniciativa que reúne organizações florestais e do terceiro setor, como o Instituto BioAtlântica, a Conservação Internacional (CI) e a The Nature Conservancy (TNC). Como resultado do monitoramento, registramos mais de 800 espécies de aves, 130 espécies de mamíferos e 2000 espécies de plantas em nosso banco de dados.

Além do monitoramento de fauna e flora, realizamos trabalhos específicos com espécies ameaçadas de extinção. No Vale do Paraíba (SP), por exemplo, a Associação Woolly de Macacos-aranha realiza o monitoramento do macaco aranha lanoso desde 2006 na fazenda São Sebastião do Ribeirão Grande da Fibria, que foi identificada como Área de Alta Conservação. Essa fazenda foi considerada uma das áreas mais importantes para pesquisa e conservação do macaco-aranha lanoso, segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Big Data nas Florestas

A Fibria inovou em 2017 ao aplicar ferramentas de análise preditiva e Big Data em seus processos de produção de madeira. Dessa vez, o projeto teve como foco a otimização da condução de rebrota, um regime de manejo que utiliza a própria brotação natural da árvore, após a colheita, para dar origem à uma nova floresta. A condução da rebrota possui uma série de vantagens em relação ao plantio convencional de mudas, apresentando um custo significativamente menor e o não necessidade de revolvimento de solo. Por outro lado, tem a desvantagem histórica de oferecer menor produtividade.

Os resultados colhidos até agora, cuidadosamente analisados por uma equipe multidisciplinar, sugerem que é possível alcançar aumento de produtividade florestal de 6,7% a 14,2%, a depender da unidade da empresa, com mudanças dos critérios de seleção das áreas e melhorias do processo de manejo florestal. Todas essas inovações estão sendo incorporadas e, em cinco anos, deverão gerar um retorno na ordem de R$ 9,4 milhões.

As operações da Fibria são cada vez mais monitoradas em tempo real e geridas com ferramentas digitais. A colheita de madeira, por exemplo, tem seus dados coletados, desde 2016, por meio do Apontamento Eletrônico, sistema automatizado de transmissão de dados que contribui para melhorar a qualidade das informações e garantir mais agilidade na gestão da operação. Com isso, são obtidos melhores resultados de produtividade e disponibilidade das máquinas, e aumenta a segurança dos trabalhadores. A maior eficiência permite igualmente reduzir o custo da madeira em termos proporcionais.

A automação e a coleta de dados em tempo real também abrem novos horizontes para a diferenciação dos produtos e serviços da Fibria. Nesse sentido, toda a área operacional da empresa se torna um campo experimental, propiciando a aplicação das ferramentas de Big Data ao enorme banco de dados florestais formado no processo.

PARCEIROS NA FLORESTA

Desde 1990, a Fibria trabalha em parceria com agricultores locais por meio do Programa Poupança Florestal, desenvolvido nas regiões em torno das nossas fábricas. A companhia oferece apoio técnico e financeiro aos agricultores para que plantem eucaliptos — diversificando sua produção e reforçando a renda familiar —, e garante a compra da madeira ao final do ciclo de crescimento das árvores.

O programa teve, desde o começo, um duplo objetivo: diversificar as fontes de matéria-prima e aproximar a companhia dos produtores vizinhos de nossas operações. A iniciativa, que começou modesta, evoluiu e deu tão certo que, 27 anos mais tarde, tornou-se um elo importante em nossa cadeia produtiva. Em Aracruz (ES), a meta do Poupança Florestal era cobrir 5% das necessidades da operação. O crescimento do programa, no entanto, elevou a participação da madeira cultivada por pequenos proprietários, na média dos últimos cinco anos, para 20% da demanda da fábrica.

TECNOLOGIA E FINANCIAMENTO

No final de 2017, 1.799 proprietários rurais de pequeno e médio porte participavam do Programa Poupança Florestal, espalhados por 171 municípios dos estados do Espírito Santo, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e São Paulo. A Fibria apoia esses produtores desde o momento de estruturar seus plantios de eucalipto, fornecendo mudas e aportando tecnologia e conhecimento. A empresa financia a produção, e as dívidas dos parceiros são quitadas com o fornecimento da madeira, na época da colheita. A área total plantada pelos participantes, no final de 2017, era de 67,35 mil hectares nos sete estados da base territorial do programa.

Poupança florestal por área contratada (hectares)

Poupança florestal por área contratada (hectares) 2015 2016 2017
Aracruz 54.800 48.053 46.828
Capão do Leão1 13.634 14.260 13.685
Jacareí2 8.029 9.333 5.458
Três Lagoas 1.813 1.382 1.382
Total 78.276 73.028 67.353
1 Unidade vendida em 2012.
2 Inclui Capão Bonito e Vale do Paraíba.

Saiba mais na Central de Indicadores.

GANHO AMBIENTAL E VALOR COMPARTILHADO

Outros 28,77 mil hectares, nas propriedades dos parceiros, eram destinados à preservação de matas locais — os participantes são estimulados a plantar até 3,5% de mudas nativas, com o propósito de contribuir para a restauração das florestas. Dessa forma, os ganhos do programa são maiores do que apenas os resultados de negócio para a Fibria e os parceiros. O Poupança Florestal propicia também ganhos ambientais para as comunidades envolvidas e o país.

Além de manter áreas preservadas e restauradas, todos os participantes devem ter sua propriedade regularizada e em conformidade com o Código Florestal Brasileiro e as leis estaduais. A Fibria fornece assistência técnica para o manejo sustentável da terra e orienta os produtores a plantar eucaliptos apenas em lotes que já eram destinados antes a outros cultivos. Tais condições e benefícios desincentivam o corte de florestas nativas para uso da agricultura — um ganho ambiental de longo prazo.

Se considerarmos também a melhoria da renda familiar e a garantia de receita futura que o programa estende aos produtores, temos um conjunto de resultados sociais e ambientais capaz de realizar de maneira concreta a ideia de valor compartilhado entre a Fibria e as comunidades vizinhas. Esse conceito — que buscamos concretizar em nosso dia a dia —, expressa o entendimento de que há uma ligação crítica entre o sucesso da companhia e a prosperidade e o bem-estar das comunidades onde ela atua.

Benefícios do Programa Poupança Florestal

  • Mudas de eucaliptos produzidas com tecnologia de última geração.
  • Acompanhamento profissional para o manejo da floresta.
  • Planejamento da propriedade: demarcação das estradas, talhões e Áreas de Preservação Permanente (APP).
  • Qualificação de profissionais e produtores.
  • Desenvolvimento dos conceitos da Certificação Florestal.
  • Garantia de compra da madeira.
  • Financiamento do plantio com pagamento por equivalência em madeira.
  • Pagamento feito no momento da colheita.
  • Diálogo com os produtores e outros stakeholders para adequar o Programa às realidades dos parceiros, da Fibria e do mercado.
  • Geração de valor compartilhado.

Logística Florestal

Uma nova linha de produção de celulose exige, numa ponta da operação florestal que vai abastecê-la, um viveiro de mudas de eucalipto maior e mais moderno. Na outra ponta, é preciso transportar para a fábrica, com rapidez e segurança, toda a madeira colhida nas florestas formadas com essa finalidade.

A segunda fábrica de Três Lagoas (MS) demanda uma base de 187 mil hectares de florestas de eucalipto para seu funcionamento — outros 121 mil hectares já abasteciam a primeira linha da fábrica –, num total de 308 mil hectares de florestas plantadas num raio médio de 100 km de distância da unidade industrial, o que torna sua operação muito competitiva.

Para movimentar toda essa madeira, dois importantes investimentos em logística foram feitos na unidade de Três Lagoas: a entrada em operação do pentatrem e a instalação de novos equipamentos no pátio de descarregamento de madeira da fábrica, detalhados a seguir.

Pentatrem em Três Lagoas (MS)
Foto: Marcio Schimming

• O pentatrem: esse caminhão com cinco carretas engatadas é capaz de carregar numa só viagem 69% mais madeira do que seu antecessor, o tritrem (com três carretas). A tecnologia gerou ganhos em todas as dimensões, ambiental, social e econômica. O modelo de transporte contribui para reduzir em 20% a emissão de CO2 no trajeto entre as florestas e a fábrica, além de diminuir o impacto sobre as rodovias e conter custos operacionais de transporte. Isso porque o pentatrem não trafega nas rodovias federais da região — a BR- 158 e a BR-262 —, e, portanto, não interfere com o tráfego regular. Todo o trajeto é feito em estradas interna da Fibria. Para permitir isso, a companhia construiu um túnel sob a BR-158, reforçando a sustentabilidade de sua operação logística local. Até o final de 2017, 15 unidades do pentatrem já funcionavam em Três Lagoas (MS).

• As máquinas de pórtico: uma vez chegada à fábrica, a madeira precisa ser descarregada e transferida para as linhas de picagem. Esse trabalho era feito por gruas adaptadas em máquinas convencionais. Em 2017, entraram em operação máquinas de alta capacidade, instaladas sobre pórticos. Os caminhões que chegam ao pátio de madeira estacionam sob o pórtico, embaixo da máquina que vai descarregar a madeira.

O novo arranjo tem muitas vantagens: acelera o descarregamento, reduzindo de 65 para 52 minutos o ciclo de liberação dos caminhões, que podem voltar mais rápido para fazer mais viagens; melhora a cadência e a regularidade do abastecimento das linhas de picagem de madeira; permite a formação de um estoque de segurança; e dá mais segurança ao motorista, que não precisa mais sair da cabine do caminhão durante o descarregamento.

Todas essas mudanças resultaram num ganho de produtividade de até 45% no pátio de madeira da unidade de Três Lagoas (MS). E o mais importante, a fábrica tem a garantia de poder funcionar sem parada ou perda de produção de celulose por falta de abastecimento de madeira nas linhas de picagem.

Para acelerar o trânsito na fábrica, a Fibria criou um sistema automatizado de entrada de caminhões na unidade de Três Lagoas (MS). Semelhante a um sistema de pedágio de cobrança automática, a tecnologia New Log Track garante que a unidade receba e rastreie um caminhão de madeira a cada 3 minutos sem filas ou engarrafamentos.

Outro importante investimento em logística melhorou o abastecimento de madeira da unidade de Aracruz (ES). Trata-se dos novos guindastes portuários de grande porte, importados da Finlândia, com custo de R$ 54,4 milhões e instalados em 2017 nos Terminais Marítimos de Barra do Riacho (ES) e Caravelas (BA). Os guindastes — dois em cada porto — carregam e descarregam as barcaças oceânicas que transportam madeira das florestas da Fibria na Bahia para a fábrica de celulose de Aracruz.

Essa operação é notável por retirar um pesado tráfego de caminhões das rodovias entre os dois estados: cada barcaça pode carregar, em uma viagem, uma carga de madeira equivalente à de cem caminhões tritrem ou de aproximadamente 550 viagens de caminhões por mês. É um processo que agrega benefícios não apenas ambientais como também de segurança para as estradas (cerca de 25% do transporte de madeira da Fibria é feito pelo mar). Os novos equipamentos são movidos à energia renovável produzida pela própria companhia, o que permite também reduzir o uso de combustível derivado do petróleo e as emissões de CO2.

Com o uso dos guindastes finlandeses, o tempo de carga e descarga das barcaças foi reduzido quase à metade — de 12 horas para 6,5 horas —, e o volume transportado por esse modal marítimo vai subir de 2,3 milhões para 2,7 milhões de m3 de madeira por ano, reduzindo também as emissões de CO2.

Boa Vizinhança

A Fibria busca mitigar ao máximo os impactos que suas operações possam causar nas comunidades próximas. Para as operações florestais, em particular nas épocas de colheita de madeira, aproveitamos o Diálogo Operacional para apresentar e discutir rotas, horários e frequências dos veículos que farão o transporte da madeira colhida.

Foto: Marcio Schimming

Diálogo Operacional nas operações florestais, em 2017

1.063 diálogos realizados

cerca de 10 mil participantes

de todas as comunidades impactadas pelas operações de silvicultura, colheita e transporte de madeira.

Água

A água é um tema crítico para a Fibria e, por isso, a companhia empenha-se em melhorar e inovar na gestão do uso da água em suas florestas, unidades industriais e em todas as operações que realiza. Em 2017, o Programa de Recursos Hídricos da empresa trabalhou em ações e iniciativas para a concretização das metas de longo prazo para a água, estabelecidas em 2016. Veja mais clicando aqui.

Selecionamos, em 2017, três bacias hidrográficas para monitoramento com base em características de ocupação da terra, sociais e hidrológicas. Estabelecemos também um plano estratégico de monitoramento ambiental; desenvolvemos indicadores de monitoramento para avaliar o efeito do gerenciamento na bacia hidrográfica em parceria com especialistas da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq / USP).

Além disso, estão previstas outras atividades, como:

  • determinar uma metodologia capaz de quantificar o impacto do clima regional e os diferentes tipos de uso da terra nos recursos hídricos;
  • validar os indicadores hidrológicos para assegurar o melhor planejamento paisagístico nessas bacias hidrográficas;
  • definir um plano eficiente para compartilhar conhecimento técnico com pessoas localizadas nas bacias hidrográficas.

Com essas iniciativas, esperamos colher os seguintes benefícios:

  • estabelecimentos de metas quantitativas e, em seguida, mitigação de possíveis conflitos relacionados à sobreposição do uso da água;
  • gerenciamento da paisagem, mais apropriado para a produção de florestas de alta produtividade com maior conservação da água e de recursos naturais.

Consumo de Água no Processo Industrial

* para saber mais sobre a água no processo de gestão industrial clique aqui

Captação Específica de Água nas Operações Industriais (m³/tsa)¹

Captação específica de água (m³/tsa)¹ 2015 2016 2017
Aracruz 33,3 31,3 30,7
Jacareí 26,3 28,4 29,3
Três Lagoas 29,0 29,4 29,7
Total 30,6 30,1 30,0
1 Toda a captação de água pelas unidades industriais da Fibria é proveniente de fontes superficiais. Números arredondados.

Captação Específica de Água nas Operações Industriais (m³/tsa)¹

graph4

Total de captação de água nas operações industriais, por unidade¹

Total de captação de água, em m³ 2015 2016 2017
Aracruz 73.332.752,1 106.722.422,8 71.218.603,7
Jacareí 30.844.572,0 33.338.433,0 30.485.434,0
Três Lagoas 36.254.493,6 36.306.521,2 54.019.915,2
Total 140.431.637,7 176.367.377,0 155.723.952,9
1 Toda a captação de água pelas unidades industriais da Fibria é proveniente de fontes superficiais. Números arredondados.

Total de Captação de Água nas Operações Industriais (m³)

Percentual e Volume Total de Água Reciclada e Reutilizada nas Operações Industriais

Aracruz Jacareí Três Lagoas Total
2015 2016 2017 2015 2016 2017 2015 2016 2017 2015 2016 2017
Percentual de água reciclada e reutilizada (%) 71% 79% 79% 81% 80% 82% 80% 80% 83% 76% 77% 79%
Volume de água reciclada (m3) 268.047.988,8 259.958.649,5 252.414.620,5 158.710.724,3 165.015.931,3 167.895.573,5 179.254.004,5 178.162.266,0 309.455.583,0 606.012.717,6 603.136.846,7 729.765.777,0
Total de água retirada (m3) 77.545.837,8 69.021.956,5 68.429.217,4 30.844.572,0 33.338.433,0 30.485.434,0 36.254.493,6 36.306.521,2 54.019.915,2 144.644.903,4 138.666.910,6 152.934.566,5

Incêndios Florestais

A Fibria possui mais de um milhão de hectares de florestas em sete estados brasileiros, entre florestas plantadas e áreas de preservação e conservação ambiental (matas nativas). O fogo é um risco sempre ameaçador para nossas terras e florestas.

A fim de reduzir o tempo de resposta aos alarmes de fogo, foram instaladas em nossas unidades torres equipadas com câmeras de vídeo para detecção de focos de incêndio. Em 2017, 50 torres foram instaladas na unidade de Três Lagoas (MS) e Aracruz (ES). Em 2018, será ampliada a cobertura de vigilância para a unidade de Capão Bonito (SP).

A companhia adota uma política de prevenção de incêndios florestais que dá grande ênfase à conscientização das comunidades vizinhas e parceiros. Todos são estimulados a evitar comportamentos que alimentem o risco de incêndios e a manter uma vigilância constante sobre eventuais focos.

A prevenção, no entanto, não afasta todos os riscos. A Fibria mantém em suas áreas de cultivo equipes de brigadistas preparadas, que dependem de um rápido alerta para conseguir combater os focos com sucesso ainda em seu estágio inicial. As câmeras em torres são uma ferramenta valiosa nesse combate.

Dispostas de forma a garantir que uma câmera sempre possa “ver” a outra, as imagens que elas geram permitem que qualquer foco de incêndio seja rapidamente localizado por triangulação. Os resultados surgem rapidamente: embora 2017 tenha sido um ano em que o número de focos de incêndio no Brasil cresceu sensivelmente, na Fibria houve redução dos focos de incêndio e área total atingida pelo fogo, o que denota uma estratégia adequada de detecção e combate à incêndios florestais.

Em 2017 a área total atingida por incêndio florestal reduziu

46% em relação a 2016

Em 2017 o número de ocorrências reduziu

11% em relação a 2016

Área Atingida

graph6

Prevenção primeiro; detecção e despacho, se a prevenção não bastar, são os mandamentos da vigilância efetiva sobre os incêndios florestais.

Em 2017, houve redução de

94% de áreas atingidas

por incêndios florestais no Espírito Santo e na Bahia, com relação a 2015.

Furto de Madeira

Em 2017, a Fibria fez uma revisão de sua estratégia de proteção florestal, priorizando o relacionamento com vizinhos e comunidades de sua área de atuação e incorporando novas tecnologias no monitoramento, como o sensoriamento remoto com imagens de satélite e câmeras de vídeo. Com essa revisão, a Fibria passa a realizar ma gestão de proteção florestal remota, discreta e não invasiva, baseada no uso intensivo de tecnologia e inteligência na segurança patrimonial.

A partir de 2011, o desvio de madeira das florestas da Fibria caiu entre 90% e 95%. Em 2015 e 2016 sofreu um repique, provocado pela recessão econômica combinada com a crise hídrica, que atingiram a agricultura familiar. Em 2017, as ocorrências de roubo de madeira na Fibria caíram 20% com relação ao ano anterior.

A companhia considera que o desvio de madeira é um problema que poderá continuar sofrendo flutuações, a serem respondidas por ações pontuais.

Volume de Madeira Furtada em M3

2015 2016 2017
Total 82.464 65.796 52.381
graph7

Certificações

A Fibria está em conformidade com todas as normas e certificações aplicáveis à indústria florestal. São elas: NBR ISO 9001, NBR ISO 14001, OHSAS 18001 — implantada no Terminal Portuário de Santos (T13, T14, T15 e T32) —, e Princípios e Critérios do Manejo Florestal — FSC-STD-01-001 (Forest Stewardship Council®), norma internacional do FSC®.

A certificadora utiliza o padrão de certificação do FSC® para manejo florestal, Avaliação de Plantações Florestais na República Federativa do Brasil: Padrão Harmonizado entre as Certificadoras (FSC-STD-BRA-01-2014 V1-1 PT), Princípios e Critérios do Manejo Florestal NBR 14.789 (Cerflor) e Cadeia de Custódia ABNT NBR 14.790 (Cerflor).

A norma FSC-STD-40-004 especifica os elementos obrigatórios que devem ser cumpridos para uma certificação da cadeia de custódia FSC® (Forest Stewardship Council®), sendo aplicada nas atividades industriais da Fibria (FSC-C104120) e offshores (FSC-C102372). Por ter um certificado único, aplica também o Padrão para Certificação de Cadeia de Custódia de Operações Multi-Site FSC-STD-40-003. Para processar a madeira proveniente de fomento e compra de mercado que não possui a certificação, a Fibria faz a avaliação da madeira utilizando o Padrão para Madeira Controlada, FSC-STD-40-005.