Nosso Desempenho Econômico
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Um green bond — como o que a Fibria lançou no mercado em janeiro de 2017 — é um título verde, criado para financiar projetos e ativos que tenham benefícios ambientais ou climáticos. Assim, por meio do green bond, empresas, bancos de investimentos e governos captam recursos para implantar ou refinanciar projetos ou ativos com impactos ambientais ou climáticos positivos. Os papéis emitidos podem tomar a forma de qualquer título de dívida – como debêntures, notes e letras financeiras. A diferença é apenas a destinação dos recursos.

Os títulos verdes atraem investidores que levam em conta fatores socioambientais em suas decisões, conhecidos pela sigla SRI (da expressão em inglês socially responsible investor = investidor com responsabilidade social). No caso da Fibria, 40% dos investidores que compraram o green bond eram SRI.

No capítulo a seguir, contamos mais sobre essa emissão, que segue em linha com as metas de sustentabilidade de longo prazo, e sobre o desempenho econômico da companhia em 2017.

Gestão Econômica

O ano de 2017 foi de bons resultados para a Fibria, que podem ser resumidos em alguns pontos: aumento significativo da produção, recorde de vendas, queda nos custos e redução sensível na alavancagem. Sustentados pelo aumento da capacidade produtiva, a partir da entrada em operação da segunda linha de produção de Três Lagoas (MS), e por um mercado global de celulose aquecido, esses resultados reforçaram nossa robustez financeira, comprovada pela melhora nas condições de crédito e pela manutenção do grau de investimento atribuído à Fibria por duas agências internacionais de rating.

Investimento Seguro

A Fibria teve confirmada, no final de 2017, sua nota BBB- pelas agências de rating Standard & Poor’s (S&P) e Fitch. A confirmação foi acompanhada por uma melhora na perspectiva da companhia, segundo avaliações de ambas as agências: a S&P mudou a perspectiva da Fibria de Negativa para Estável, e a Fitch fez a alteração de Estável para Positiva. As mudanças, nos dois casos, mantêm a avaliação da Fibria dentro do Grau de Investimento.

Destaques dos Resultados de 2017

  • Produção: a Fibria produziu 5,642 milhões de toneladas* de celulose no ano, um crescimento de 12% sobre 2016. Para alcançarmos esse resultado, a segunda fábrica de Três Lagoas registrou uma produção de 559 mil toneladas — 17% acima do planejado para o período inicial de operação em 2017, o que representa uma medida concreta do avanço na curva de aprendizagem da nova linha. A estabilidade operacional, mantida ao longo do ano pelas demais unidades de produção, também contribuiu para esse resultado.

*Inclui 50% da produção de celulose de Veracel

A segunda linha de produção de Três Lagoas, que entrou em operação em agosto de 2017, produziu 435 mil toneladas de celulose no quarto trimestre do ano. O resultado contribuiu para que conseguíssemos alcançar, no quarto trimestre de 2017, uma produção total de

1,659 milhão de toneladas

um aumento de 36% sobre o quarto trimestre de 2016.

  • Vendas: em 2017, vendemos 6,212 milhões de toneladas de celulose, 13% acima do volume total vendido em 2016, incluída a produção da Klabin comercializada pela Fibria. O crescimento das vendas, aliado ao aumento dos preços em dólar, resultou numa receita líquida, no ano, de R$ 11,739 bilhões — 22% maior do que a de 2016.

Nos três meses finais de 2017, a Fibria vendeu o maior volume já comercializado num trimestre em toda a história da companhia: 1,897 milhão de toneladas de celulose, 20% a mais sobre o mesmo período de

4,047 bilhões

foi 60% superior à do trimestre final de 2016.

Pátio de madeiras em Aracruz (ES)
Foto: Marcio Schimming

  • Custo caixa: nosso custo caixa de produção em 2017 teve redução de 6% com relação ao ano anterior. Alguns fatores explicam essa melhora: um impacto menor das paradas programadas para manutenção; melhor resultado obtido na venda de energia; o encurtamento do raio médio (menor distância da floresta até a fábrica) e redução de custos fixos.

A nova fábrica de Três Lagoas (MS) respondeu por

80MWh

de toda a energia excedente gerada e comercializada no quarto trimestre de 2017.

  • Ebitda e lucro líquido: a combinação de fatores como aumento da produção e das vendas, redução dos custos e ambiente favorável de preços e câmbio, levou o Ebitda ajustado da Fibria (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), em 2017, a alcançar R$ 4,952 bilhões, com margem de 49% (em 2016, o resultado tinha sido de R$ 3,742 bilhões). A companhia teve um lucro líquido de R$ 1,093 bilhão no ano (34% abaixo do R$ 1,664 bilhão obtido em 2016, em parte por efeito contábil da variação cambial); o fluxo de caixa livre foi de R$ 2,025 bilhões. O resultado permitiu à administração propor a distribuição aos acionistas de R$ 258 milhões em dividendos.
  • Alavancagem: a elevação do Ebitda em 2017 propiciou uma rápida queda na relação entre a dívida líquida e o Ebitda em dólar – ou seja, a alavancagem financeira da companhia (a capacidade, medida em 12 meses, que ela tem de pagar suas dívidas com a geração de caixa operacional). Esse indicador caiu de 3,30 vezes, no último trimestre de 2016, para 2,41 vezes, no último trimestre de 2017. A Fibria fechou o ano com caixa de R$ 6,968 bilhões.

A política da Fibria estabelece que, em momentos de investimento, o valor do indicador de alavancagem da companhia chegue a, no máximo, 3,5 vezes. Dessa forma, a redução do indicador para

2,41vezes

quando ainda estão em curso desembolsos relativos à segunda linha de produção de Três Lagoas é uma demonstração da disciplina da empresa diante dos compromissos assumidos.

Foto: Araquém Alcântara

Dívida mais Longa e Mais Barata

Em seguida à emissão, em janeiro de 2017, de nosso primeiro green bond, títulos de dívida no valor de US$ 700 milhões, destinados a financiar projetos de manutenção das florestas plantadas, conservação de áreas florestais protegidas e restauração de áreas degradadas, a Fibria fez nova emissão no mercado global. Dessa vez, de títulos convencionais no valor de US$ 600 milhões, com vencimento em 7 anos e cupom de 4% ao ano.

A nova emissão, ao lado de outras operações, como a emissão pela primeira vez de Certificados Recebíveis do Agronegócio (CRA), vai permitir alongar em um ano o prazo médio da dívida da companhia, mantendo um baixo custo médio. Dessa forma, teremos condições de acelerar nossa desalavancagem, dando respaldo de uma robustez financeira que nos permitirá grande flexibilidade na alocação de capital no futuro próximo.

Principais Indicadores Financeiros

2015 2016 2017
Receita líquida de vendas (R$ milhões) 10.081 9.615 11.739
Lucro líquido (R$ milhões) 357 1.664 1.093
Ativo (R$ milhões) 29.434 34.440 38.693
Patrimônio líquido (R$ milhões) 12.815 13.818 14.650
Ebitda (R$ milhões) 5.337 3.742 4.952
Dívida líquida /Ebitda UDM (US$) 1,78 3,30 2,41
Produção de celulose (toneladas mil) 5.185 5.021 5.642
Vendas de celulose (toneladas mil) 5.118 5.504 6.212
Valor de mercado (R$ bilhões) 28,7 17,7 26,5
Custo caixa de produção (R$/t) 618 680 637
Valor da ação – FIBR3 (R$) 51,9 31,9 47,9

Demonstração do Valor Adicionado

Consolidado (em milhares de reais) 2015 2016 2017
Receitas
Vendas brutas de produtos e serviços (menos devoluções de vendas) 10.281.877 9.838.796 12.006.228
Reversão (provisão) para deterioração de créditos a receber 1.645 470 325
Receitas relativas à construção de ativos próprios e outras 1.719.194 2.689.336 3.191.739
12.002.716 12.528.602 15.198.292
Insumos adquiridos de terceiros
Custo dos produtos e serviços vendidos (inclui matérias-primas) (4.819.669) (7.201.273) (8.449.466)
Materiais, energia, serviços de terceiros e outros (533.212) (579.661) (647.354)
(5.352.881) (7.780.934) (9.096.820)
Valor adicionado bruto 6.649.835 4.747.668 6.101.472
Retenções
Depreciação, amortização e exaustão (1.827.097) (1.922.741) (2.149.305)
Exaustão de madeira proveniente de operações de fomento (65.141) (60.702) (55.692)
(1.892.238) (1.983.443) (2.204.997)
Valor adicionado líquido 4.757.597 2.764.225 3.896.475
Valor adicionado recebido em transferência
Resultado de equivalência patrimonial 393 (751) 49
Receitas financeiras e variações cambiais ativas 1.701.679 4.351.159 2.249.931
Imposto de renda e contribuição social diferidos 1.202.172 0
2.904.244 4.350.408 2.249.980
Valor adicionado total a distribuir 7.661.841 7.114.633 6.146.455
Distribuição do valor adicionado
Pessoal e encargos 727.641 752.912 880.530
Remuneração direta 565.250 563.390 655.748
Benefícios 133.627 156.561 185.657
Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) 28.764 32.961 39.125
Impostos, taxas e contribuições 1.051.439 1.798.405 952.455
Federais 899.655 1.634.163 750.794
Estaduais 115.740 123.394 155.073
Municipais 36.044 40.848 46.588
Juros provisionados, variações cambiais passivas e aluguéis 5.525.776 2.899.700 3.220.126
Dividendos 81.269 393.026 257.750
Lucros retidos (prejuízo do exercício) 260.916 1.261.822 827.515
Participação de não controladores 14.800 8.768 8.079
Valor adicionado distribuído 7.661.841 7.114.633 6.146.455